Com a nova cobrança da Meta, mensagens trocadas entre bots podem gerar custos desnecessários. Veja como evitar loops na sua operação de WhatsApp.
A partir de 1º de outubro de 2026, as mensagens de serviço, aquelas respostas enviadas dentro da janela de atendimento de 24 horas, passarão a ser cobradas individualmente. Até então, esse tipo de resposta não tinha uma tarifa específica da Meta durante a janela ativa.
Na prática, a cobrança deixa de considerar apenas a sessão ou conversa aberta, e passa a gerar custos por mensagens trocadas. O valor poderá variar de acordo com o país do destinatário e a categoria da mensagem. Para entender melhor como irá funcionar essa cobrança do WhatsApp API, confira o nosso conteúdo exclusivo sobre o assunto: Cobrança do WhatsApp API.
O fato é que essa alteração abre espaço para outro problema operacional que são os loops de automação ou interações automáticas entre sistemas. Ou seja, são aqueles casos em que bots conversam com bots no WhatsApp. Além de não gerar nenhum benefício para a empresa, essa situação pode criar custos desnecessários.
Saiba como amenizar esse impacto na sua operação ao longo deste blog post.
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O que significa “loops entre bots”?

A expressão “loops entre bots” descreve uma situação em que duas automações passam a trocar mensagens entre si, sem qualquer intervenção humana. Em outras palavras, é quando “bots conversam com bots”.
Na prática, isso pode acontecer quando um chatbot envia uma mensagem para um número que também possui uma resposta automática configurada. Ao receber essa resposta, o primeiro sistema interpreta a mensagem como uma nova interação e responde novamente. Se não houver regras para interromper esse fluxo, cria-se um ciclo de mensagens automáticas que pode durar vários minutos.
Imagine, por exemplo, que uma empresa envie uma mensagem para um cliente. No entanto, o número de destino pertence a outro sistema automatizado, que responde com uma mensagem como: “Recebemos sua solicitação e retornaremos em breve.” Ao interpretar essa resposta como uma nova mensagem, o primeiro bot envia outra interação, que recebe uma nova resposta automática, iniciando um loop de comunicação.
Outro cenário que merece atenção envolve os bots de spam. Esses robôs são programados para disparar mensagens automáticas em grande escala e, em alguns casos, podem interagir com plataformas de atendimento que respondem automaticamente a qualquer mensagem recebida. Sem mecanismos para identificar esse tipo de comportamento e interromper a conversa, essas interações podem gerar um grande volume de mensagens desnecessárias.

Mas, por que isso se torna um problema com a nova cobrança do WhatsApp?
De fato, esse tipo de interação já acontece hoje. Até então, o custo ficava mais concentrado na sessão e, por isso, o impacto era menor. Porém, com a cobrança por mensagem, o mesmo comportamento pode se tornar muito mais caro. Afinal, cada resposta enviada poderá entrar no cálculo da cobrança.
Isso aumenta a importância de acompanhar não apenas quantas conversas são iniciadas, mas também quantas mensagens são trocadas dentro de cada conversa.
Em uma empresa, por exemplo, podem ser identificadas cerca de 80 interações desse tipo em um único dia. Quando esse cenário se repete, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a afetar diretamente o planejamento financeiro da operação.
Uma interação que antes gerava principalmente o custo da sessão irá gerar vários custos individuais. Se o bot envia muitas respostas curtas, por exemplo, o valor final se expandirá mesmo sem um aumento proporcional no número de clientes atendidos.
Por que esse tipo de interação é difícil de identificar no WhatsApp?
Bots externos podem responder em poucos segundos, repetir padrões de comportamento e continuar a conversa sem demonstrar uma intenção real de compra, suporte ou relacionamento.
Como não existe necessariamente uma reclamação ou uma solicitação clara, essas conversas podem ficar misturadas às interações legítimas. Ou seja, o atendimento parece estar funcionando, mas parte das mensagens geradas não vem de usuários reais.
Com a nova cobrança da Meta, identificar esse tráfego se torna ainda mais relevante. Afinal, uma resposta automática para um cliente real faz parte do atendimento. Já uma sequência de mensagens trocadas com um bot de spam gera custo supérfluo.
Como a Ligo está se preparando para auxiliar os clientes nessas situações?
Com a mudança no modelo de cobrança do WhatsApp API, identificar interações aleatórias deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a fazer parte da estratégia de otimização de custos.
Por isso, a Ligo está desenvolvendo mecanismos capazes de identificar comportamentos que indiquem possíveis loops entre bots, reduzindo respostas automáticas desnecessárias e evitando que esse tipo de interação gere mensagens sem valor para a operação.
O objetivo é manter o foco no que realmente importa: garantir que os atendimentos estejam disponíveis para clientes reais, sem que robôs externos consumam recursos ou aumentem os custos da operação com trocas de mensagens.
Em breve, compartilharemos mais detalhes sobre essas proteções e os novos recursos que estarão disponíveis para ajudar nossos clientes a monitorar e controlar esse tipo de situação.
Enquanto isso, a recomendação é acompanhar indicadores como o volume de mensagens de serviço (free-form) e identificar comportamentos atípicos nas conversas. Ah, caso tenha alguma dúvida sobre esse assunto, também pode entrar em contato com um dos nossos especialistas.
Tornar possível cada interação é o nosso maior objetivo. Conte conosco para continuar otimizando as conversas via WhatsApp.




